O capitalismo adentrou em nossas vidas, através dos vários tipos de propagandas, nos seduzindo a comprar produtos, que na maioria das vezes não apresentam nenhuma importância, transformando assim o Homo sapiens em Homo consumus. O ser humano, paulatinamente, deixa de pensar no significado que o produto do capitalismo trará a sua vida, se tornando um ser altamente consumista, estreitando sua ligação com o meio ambiente, visto que todos esses produtos, que são lançados no mercado, são descartáveis e de alguma forma causarão determinado impacto ao meio. Ambiente este, em que o homem do século XXI, não se sentiu inserido, tratando-o como um imenso cesto de lixo.
O meio ambiente, como ser vivo, mantêm o equilíbrio entre os seres, através das relações harmônicas e desarmônicas, no entanto, a predação causada pelo homem, desequilibra todos os ecossistemas, esgotando o planeta. Para tentar reverter esse quadro, surgiram os movimentos ecológicos, mas devido a falta de apoio e por ser uma comoção que não oferece nenhum lucro às grandes corporações que se instalam nos países em desenvolvimento, desprovidos de leis ambientes rigorosas, esses movimentos não conseguem tomar à proporção que deveria ser tomada. Sendo assim, os problemas ambientais, se tornam problemas políticos, principalmente em cidades que apresenta algum tipo de recurso natural propício à exploração e lucratividade. As multinacionais que se instalam em cidades com esse perfil intitulam ecologicamente corretas e para mascarar sua real intenção, anunciam ações ligadas a movimentos ecológicos, quando na verdade sua única pretensão é explorar toda a mão-de-obra barata sem instrução da região e o ambiente local. Quando ao fim de suas atividades, se deslocam para outras cidades, deixando os prejuízos ambientais, muitas vezes irreversíveis.
O comportamento dessas empresas não se traduz em um movimento ecológico. Exemplo disso, são as atitudes adotadas por pescadores e camponeses de Ponta Grossa dos Fidalgos, distrito de Campos, do estado do Rio de Janeiro, quando se mobilizaram contra o assoreamento da Lagoa Feia, estavam lutando por um modo próprio de uso das condições naturais de produção, procurando garantir o seu tradicional modo de viver e de produzir e não se mobilizando enquanto movimento ecológico.
Essa idéia deve partir da reflexão sobre como estamos vivendo? Como viveremos amanhã? De que forma posso amenizar os impactos ambientais? Pode haver desenvolvimento, sem agressão ambiental? São questões que devem ir além das respostas, mas até os resultados concretos, se quisermos manter a espécie humana viva.
PROF. JÚLIO CÉSAR BONIFÁCIO
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